quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Vinicíus de Moraes

VOCÊ, COM AMOR

Rio de Janeiro , 2004

O amor é o murmúrio da terra 
quando as estrelas se apagam 
e os ventos da aurora vagam 
no nascimento do dia... 
O ridente abandono, 
a rútila alegria 
dos lábios, da fonte 
e da onda que arremete 
do mar... 

O amor é a memória 
que o tempo não mata, 
a canção bem-amada 
feliz e absurda... 

E a música inaudível... 

O silêncio que treme 
e parece ocupar 
o coração que freme 
quando a melodia 
do canto de um pássaro 
parece ficar... 

O amor é Deus em plenitude 
a infinita medida 
das dádivas que vêm 
com o sol e com a chuva 
seja na montanha 
seja na planura 
a chuva que corre 
e o tesouro armazenado 
no fim do arco-íris.



Nina Simone

Feeling Good


Jazz


O jazz surgiu nos Estados Unidos no começo do século XX. O gênero surgiu da variação de dois outros estilos: ele traz o swing e a improvisação do ragtime com a incorporação das blue notes (notas semitonadas com uma característica mais melancólica), do blues. A principal característica do jazz é que ele não se apega a uma estrutura fixa ou a uma partitura. A improvisação é um dos elementos-chave aqui, dando espaço para que os artistas possam ter liberdade na execução de uma música. Ele tem que se ater apenas a algumas estruturas harmônicas.

Essa liberdade no jazz faz com que a melhor forma de apreciar o gênero seja ao vivo, já que uma apresentação de uma banda ou artista pode ser sempre diferente da outra. Uma curiosidade bacana é que os músicos de jazz do passado frequentemente tentavam superar uns aos outros. Uns faziam isso na hora de compor suas músicas. Já outros, desafiavam seus concorrentes para “batalhas musicais” onde faziam uma jam session para ver quem era melhor ao vivo.

Uma banda comum de jazz apresenta um instrumento solista (como uma trompete ou saxofone) acompanhado por uma secção rítmica (bateria, baixo e contrabaixo) e instrumentos harmônicos (piano e guitarra). Quanto aos artistas do estilo, eles costumam se apresentar em trios e quartetos ou nas big bands, formadas por diversos integrantes. Outra coisa importante a se entender é que o jazz possui diversos sub-estilos dentro de si: Hard pop, new orleans, swing, third stream, post bop…
o jazz é um estilo com muitas vertentes e variações, cada uma delas com suas grandes estrelas e expoentes.

Duke Ellington
Charlie “Bird” Parker
 Miles Davis
Bill Evans
Thelonious Monk
John Coltrane
Herbie Hancock
Louis Armstrong
Dizzy Gillespie

Café e Jazz


Bom diaaaaaaa!





domingo, 20 de setembro de 2015


Muita leveza!!


Vinícius de Morais




O amor é o murmúrio da terra 
quando as estrelas se apagam 
e os ventos da aurora vagam 
no nascimento do dia... 
O ridente abandono, 
a rútila alegria 
dos lábios, da fonte 
e da onda que arremete 
do mar... 

O amor é a memória 
que o tempo não mata, 
a canção bem-amada 
feliz e absurda... 

E a música inaudível... 

O silêncio que treme 
e parece ocupar 
o coração que freme 
quando a melodia 
do canto de um pássaro 
parece ficar... 

O amor é Deus em plenitude 
a infinita medida 
das dádivas que vêm 
com o sol e com a chuva 
seja na montanha 
seja na planura 
a chuva que corre 
e o tesouro armazenado 
no fim do arco-íris.

domingo, 6 de setembro de 2015


Se é na sutileza,
Que reside a exuberância.
Busco ressonância,
...Nos ideais do amor.
Liquidificaram,
As relações da lida.
Não há mais-valia
A agonia atenuou.

Quem de pé ficará?
Se a luta acomodar
Diga quem nos dirá?
Quem viver, provará!
Nossa emancipação!
Nossa emancipação!
Parece que enferrujou,
A bala perdida que me alcança
A ferradura que me calça,
A alça, a lança tranca,
A resistência necessária
Oxidou,
A ponte, a fonte,
A chance de fundir o que rachou
E difundir pra gerações
A demanda do mundo é amar!
Quem de pé ficará?
Se a luta acomodar
Diga quem nos dirá?
Quem viver, provará!
Nossa emancipação!
Nossa emancipação!
Quando há ferrugem, no meu coração de lata!
Quando há ferrugem, no meu coração de lata!
É quando a fé ruge, e o meu coração dilata!
É quando a fé ruge, e o meu coração dilata!
Mente
Não há barreira, fechadura ou ferrolho que possas impor à liberdade da minha mente.
Virginia Woolf