O amor é o murmúrio da terra
quando as estrelas se apagam
e os ventos da aurora vagam
no nascimento do dia...
O ridente abandono,
a rútila alegria
dos lábios, da fonte
e da onda que arremete
do mar...
O amor é a memória
que o tempo não mata,
a canção bem-amada
feliz e absurda...
E a música inaudível...
O silêncio que treme
e parece ocupar
o coração que freme
quando a melodia
do canto de um pássaro
parece ficar...
O amor é Deus em plenitude
a infinita medida
das dádivas que vêm
com o sol e com a chuva
seja na montanha
seja na planura
a chuva que corre
e o tesouro armazenado
no fim do arco-íris.
domingo, 8 de novembro de 2015
domingo, 1 de novembro de 2015
Mensagem do Dia
Cabe ao Tempo
Não te irrites. Silencia.
Não pares. Segue adiante.
Não discutas. Demonstra.
Não condenes. Ampara.
Não critiques. Abençoa.
Fala auxiliando para o bem.
Serve sem reclamar.
Não te percas em palavras vazias.
Cabe ao tempo tudo esclarecer em nome de Deus.
Emmanuel
terça-feira, 27 de outubro de 2015
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
domingo, 11 de outubro de 2015
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
Lamartine
O sentimento é a poesia da imaginação.
Alphonse Marie Louis de Lamartine
França
21 Out 1790 // 28 Fev 1869
Poeta/Novelista/Politico
21 Out 1790 // 28 Fev 1869
Poeta/Novelista/Politico
domingo, 4 de outubro de 2015
Emmanuel ( Violino)
Em torno de teus passos, a paisagem que te abriga será sempre em tua apreciação aquilo que pensas dela, porque com a mesma medida que aplicares à Natureza, obra viva de Deus, a Natureza igualmente te medirá!
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Jazz
O jazz surgiu nos
Estados Unidos no começo do século XX. O gênero surgiu da variação de dois
outros estilos: ele traz o swing e a improvisação do ragtime com a incorporação
das blue notes (notas semitonadas com uma característica mais melancólica), do
blues. A principal característica do jazz é que ele não se apega a
uma estrutura fixa ou a uma partitura. A improvisação é um dos
elementos-chave aqui, dando espaço para que os artistas possam ter liberdade na
execução de uma música. Ele tem que se ater apenas a algumas estruturas
harmônicas.
Essa liberdade no jazz
faz com que a melhor forma de apreciar o gênero seja ao vivo, já que uma
apresentação de uma banda ou artista pode ser sempre diferente da outra. Uma
curiosidade bacana é que os músicos de jazz do passado frequentemente
tentavam superar uns aos outros. Uns faziam isso na hora de compor suas
músicas. Já outros, desafiavam seus concorrentes para “batalhas musicais” onde
faziam uma jam session para ver quem era melhor ao vivo.
o jazz é um estilo com
muitas vertentes e variações, cada uma delas com suas grandes estrelas e
expoentes.
Duke Ellington
Charlie “Bird” Parker
Miles Davis
Bill Evans
Thelonious Monk
John Coltrane
Herbie Hancock
Louis Armstrong
Dizzy Gillespie
domingo, 20 de setembro de 2015
Vinícius de Morais
O amor é o murmúrio
da terra
quando as estrelas se apagam
e os ventos da aurora vagam
no nascimento do dia...
O ridente abandono,
a rútila alegria
dos lábios, da fonte
e da onda que arremete
do mar...
O amor é a memória
que o tempo não mata,
a canção bem-amada
feliz e absurda...
E a música inaudível...
O silêncio que treme
e parece ocupar
o coração que freme
quando a melodia
do canto de um pássaro
parece ficar...
O amor é Deus em plenitude
a infinita medida
das dádivas que vêm
com o sol e com a chuva
seja na montanha
seja na planura
a chuva que corre
e o tesouro armazenado
no fim do arco-íris.
domingo, 6 de setembro de 2015
Se é na sutileza,
Que reside a exuberância.
Busco ressonância,
...Nos ideais do amor.
Liquidificaram,
As relações da lida.
Não há mais-valia
A agonia atenuou.
Que reside a exuberância.
Busco ressonância,
...Nos ideais do amor.
Liquidificaram,
As relações da lida.
Não há mais-valia
A agonia atenuou.
Quem de pé ficará?
Se a luta acomodar
Diga quem nos dirá?
Quem viver, provará!
Se a luta acomodar
Diga quem nos dirá?
Quem viver, provará!
Nossa emancipação!
Nossa emancipação!
Nossa emancipação!
Parece que enferrujou,
A bala perdida que me alcança
A ferradura que me calça,
A alça, a lança tranca,
A resistência necessária
A bala perdida que me alcança
A ferradura que me calça,
A alça, a lança tranca,
A resistência necessária
Oxidou,
A ponte, a fonte,
A chance de fundir o que rachou
E difundir pra gerações
A demanda do mundo é amar!
A ponte, a fonte,
A chance de fundir o que rachou
E difundir pra gerações
A demanda do mundo é amar!
Quem de pé ficará?
Se a luta acomodar
Diga quem nos dirá?
Quem viver, provará!
Se a luta acomodar
Diga quem nos dirá?
Quem viver, provará!
Nossa emancipação!
Nossa emancipação!
Nossa emancipação!
Quando há ferrugem, no meu coração de lata!
Quando há ferrugem, no meu coração de lata!
É quando a fé ruge, e o meu coração dilata!
É quando a fé ruge, e o meu coração dilata!
Quando há ferrugem, no meu coração de lata!
É quando a fé ruge, e o meu coração dilata!
É quando a fé ruge, e o meu coração dilata!
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Decálogo do Escritor
Primeiro.
Quando tiveres algo para dizer, dize-o; quando não, também. Escreve sempre.
Quando tiveres algo para dizer, dize-o; quando não, também. Escreve sempre.
Segundo.
Nunca escrevas para teus contemporâneos, nem muito menos, como fazem tantos, para teus antepassados. Faze-o para a posteridade, na qual sem dúvida serás famoso, pois é bem sabido que a posteridade sempre faz justiça.
Nunca escrevas para teus contemporâneos, nem muito menos, como fazem tantos, para teus antepassados. Faze-o para a posteridade, na qual sem dúvida serás famoso, pois é bem sabido que a posteridade sempre faz justiça.
Terceiro.
Em nenhuma circunstância esqueças o célebre dictum: "Na literatura não há nada escrito".
Em nenhuma circunstância esqueças o célebre dictum: "Na literatura não há nada escrito".
Quarto.
O que puderes dizer com cem palavras, dize-o com cem palavras; o que com uma, com uma. Nunca empregues o termo médio; assim, jamais escrevas nada com cinquenta palavras.
O que puderes dizer com cem palavras, dize-o com cem palavras; o que com uma, com uma. Nunca empregues o termo médio; assim, jamais escrevas nada com cinquenta palavras.
Quinto.
Embora não o pareça, escrever é uma arte; ser escritor é ser um artista, como o artista do trapézio, ou o lutador por antonomásia, que é aquele que luta com a linguagem; para esta luta exercita-te de dia e de noite.
Embora não o pareça, escrever é uma arte; ser escritor é ser um artista, como o artista do trapézio, ou o lutador por antonomásia, que é aquele que luta com a linguagem; para esta luta exercita-te de dia e de noite.
Sexto.
Aproveita todas as desvantagens, como a insônia, a prisão, ou a pobreza; a primeira fez a Baudelaire, a segunda a Pellico e a terceira a todos teus amigos escritores; evita, pois, dormir como Homero, a vida tranquila de um Byron, ou ganhar tanto como Bloy.
Aproveita todas as desvantagens, como a insônia, a prisão, ou a pobreza; a primeira fez a Baudelaire, a segunda a Pellico e a terceira a todos teus amigos escritores; evita, pois, dormir como Homero, a vida tranquila de um Byron, ou ganhar tanto como Bloy.
Sétimo.
Não persigas o sucesso. O sucesso acabou com Cervantes, tão bom novelista até Quixote. Embora o sucesso seja sempre inevitável, procura um bom fracasso de vez em quando para que teus amigos se entristeçam.
Não persigas o sucesso. O sucesso acabou com Cervantes, tão bom novelista até Quixote. Embora o sucesso seja sempre inevitável, procura um bom fracasso de vez em quando para que teus amigos se entristeçam.
Oitavo.
Forma um público inteligente, que se consegue mais entre os ricos e os poderosos. Desta maneira não te faltarão nem a compreensão, nem o estímulo, que emana destas duas fontes.
Forma um público inteligente, que se consegue mais entre os ricos e os poderosos. Desta maneira não te faltarão nem a compreensão, nem o estímulo, que emana destas duas fontes.
Nono.
Crê em ti, mas não tanto; duvida de ti, mas não tanto. Quando sentires dúvida, crê; quando creres, duvida. Nisto se apoia a única verdadeira sabedoria que pode acompanhar um escritor.
Crê em ti, mas não tanto; duvida de ti, mas não tanto. Quando sentires dúvida, crê; quando creres, duvida. Nisto se apoia a única verdadeira sabedoria que pode acompanhar um escritor.
Décimo.
Trata de dizer as coisas de maneira que o leitor sinta sempre que no fundo é tanto ou mais inteligente que tu. De vez em quando procura que o seja efetivamente; mas para conseguir isso terás que ser mais inteligente que ele.
Trata de dizer as coisas de maneira que o leitor sinta sempre que no fundo é tanto ou mais inteligente que tu. De vez em quando procura que o seja efetivamente; mas para conseguir isso terás que ser mais inteligente que ele.
Décimo primeiro.
Não esqueças os sentimentos dos leitores. No geral é o melhor que têm; não como tu, que careces deles, pois de outro modo não intentarias meter-te neste ofício.
Não esqueças os sentimentos dos leitores. No geral é o melhor que têm; não como tu, que careces deles, pois de outro modo não intentarias meter-te neste ofício.
Décimo segundo.
Outra vez o leitor. Tanto melhor escrevas, mais leitores terás; enquanto lhes dês obras cada vez mais refinadas, um número cada vez maior desejará tuas criações; se escreves coisas desordenadamente aos montes, nunca serás popular e ninguém tratará de te tocar o paletó na rua, nem te apontará o dedo no supermercado.
Outra vez o leitor. Tanto melhor escrevas, mais leitores terás; enquanto lhes dês obras cada vez mais refinadas, um número cada vez maior desejará tuas criações; se escreves coisas desordenadamente aos montes, nunca serás popular e ninguém tratará de te tocar o paletó na rua, nem te apontará o dedo no supermercado.
O autor dá a opção ao escritor de descartar dois destes
enunciados, e ficar com os dez restantes.
N. B.: Traduzido por Helton
Cenci do
original em castelhano de Augusto Monterroso.
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
NAS CORDAS DO VIOLÃO
Fiz meu rancho na
montanha
Bem na beira do
riacho
Onde a beleza é
tamanha
E a chuva inventa
barganha
E ganha do sol espaço
E quando chega a
noitinha
O banquinho e o
violão
Juntam-se à alma
minha
Quando a voz se faz
madrinha
No timbre de uma
canção
Na desinência de grau
Da viola mais o ão
Do erudito ao jirau
Sob estrelas faz
sarau
Magistrado violão
O ébano que te apraz
Tem a força da paixão
Na escala em que o
belo jaz
No compasso pertinaz
Faz tremer o coração
E lá na beira da mata
Num viver sem ilusão
Meu fado rola em
cascata
A lua atarraxa a
prata
Nas cordas do violão
(Elair Cabral)
domingo, 16 de agosto de 2015
sábado, 15 de agosto de 2015
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
terça-feira, 11 de agosto de 2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
terça-feira, 4 de agosto de 2015
domingo, 2 de agosto de 2015
sexta-feira, 31 de julho de 2015
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Sempre que eu canto chove
Sempre que eu canto chovehttps://www.youtube.com/watch?v=mVddQNWEv0E
Sempre que eu canto chove.
Qual será a relação
Do meu canto com a água,
Minha voz na imensidão?
Sempre que meu canto escorre
No quintal, turva a visão.
Rio baixo e deságuo,
Choro seco no ser-tão.
Chão rachado rosto inteiro.
A represa, a prisão, evapora, deixa marcas.
Barro o peito em suspensão.
Há de viver e ser um ser intenso.
Rio em seu curso busca o mar
Pra ser imenso.
Há de chover um canto cheio
Para dar corpo e atravessar
Profundo o leito.
Sempre que eu canto chove
Qual será a relação?
Calo, ouço e me afogo
Gota a gota na canção
Se anoitece no terreiro,
Pleno dia escuridão,
Céu da boca se anuveia,
Me desato grão em grão.
Há de viver e ser um ser intenso.
Rio em seu curso busca o mar
Pra ser imenso.
Há de chover um canto cheio
Para dar corpo e atravessar,
Profundo leito.
Composição: Luis Kiari e Matheus von Kruger
quarta-feira, 29 de julho de 2015
PABLO NERUDA
"Em teu abraço eu abraço o que existe
a areia, o tempo, a árvore da chuva
E tudo vive para que eu viva:
sem ir tão longe posso vê-lo todo:
vejo em tua vida todo o vivente."
a areia, o tempo, a árvore da chuva
E tudo vive para que eu viva:
sem ir tão longe posso vê-lo todo:
vejo em tua vida todo o vivente."
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