sexta-feira, 31 de julho de 2015
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Sempre que eu canto chove
Sempre que eu canto chovehttps://www.youtube.com/watch?v=mVddQNWEv0E
Sempre que eu canto chove.
Qual será a relação
Do meu canto com a água,
Minha voz na imensidão?
Sempre que meu canto escorre
No quintal, turva a visão.
Rio baixo e deságuo,
Choro seco no ser-tão.
Chão rachado rosto inteiro.
A represa, a prisão, evapora, deixa marcas.
Barro o peito em suspensão.
Há de viver e ser um ser intenso.
Rio em seu curso busca o mar
Pra ser imenso.
Há de chover um canto cheio
Para dar corpo e atravessar
Profundo o leito.
Sempre que eu canto chove
Qual será a relação?
Calo, ouço e me afogo
Gota a gota na canção
Se anoitece no terreiro,
Pleno dia escuridão,
Céu da boca se anuveia,
Me desato grão em grão.
Há de viver e ser um ser intenso.
Rio em seu curso busca o mar
Pra ser imenso.
Há de chover um canto cheio
Para dar corpo e atravessar,
Profundo leito.
Composição: Luis Kiari e Matheus von Kruger
quarta-feira, 29 de julho de 2015
PABLO NERUDA
"Em teu abraço eu abraço o que existe
a areia, o tempo, a árvore da chuva
E tudo vive para que eu viva:
sem ir tão longe posso vê-lo todo:
vejo em tua vida todo o vivente."
a areia, o tempo, a árvore da chuva
E tudo vive para que eu viva:
sem ir tão longe posso vê-lo todo:
vejo em tua vida todo o vivente."
terça-feira, 28 de julho de 2015
Albert Einstein
Pode ser que um dia deixemos de nos falar...Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
segunda-feira, 27 de julho de 2015
William Shakespeare
O tempo é muito lento para
os que esperam
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.
Muito rápido para os que tem medo
Muito longo para os que lamentam
Muito curto para os que festejam
Mas, para os que amam, o tempo é eterno.
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domingo, 26 de julho de 2015
Amar é... - Albert Camus
Amar
Amar é...
sorrir por nada e ficar triste sem motivos
é sentir-se só no meio da multidão,
é o ciúme sem sentido,
o desejo de um carinho;
é abraçar com certeza e beijar com vontade,
é passear com a felicidade,
é ser feliz de verdade!
sábado, 25 de julho de 2015
Musicarti-ando
De música e arte
Vou assim andando
imergindo de encantamento
e pode assim parecer
ilusão momentãnea
Mas que será senão a Arte?
Se não as asas da Alma...
Fabiana A. Ricardo
Vou assim andando
imergindo de encantamento
e pode assim parecer
ilusão momentãnea
Mas que será senão a Arte?
Se não as asas da Alma...
Fabiana A. Ricardo
sexta-feira, 24 de julho de 2015
Infinito Particular
Meu mundo é tudo
Que irradia além do olhar
Semente crescente
Velejante
Radiando tons de ares distantes...
E tão guardado e imenso num instante
Fabiana A. Ricardo
Que irradia além do olhar
Semente crescente
Velejante
Radiando tons de ares distantes...
E tão guardado e imenso num instante
Fabiana A. Ricardo
· Augusto dos Anjos
Visão dos Espaços
Vastidões de beleza intraduzível,
Fulgurações entre cósmicos flagelos,
Ideações de fúlgidos castelos
Onde mora a beleza indefinível.
Ansiedades trágicas, supremas,
Na formação das grandes nebulosas...
Transubstanciações misteriosas
Gerando os organismos dos sistemas.
Focos de potentíssima atração
As moléculas e átomos dispersos,
Nos elementos de elaboração
De grandiosos e lindos universos.
Luminosas esteiras de cometas,
Formosos em elipses prolongadas,
Graciosas figuras de planetas
Emergindo das cósmicas camadas.
Meteoros celestes, deslumbrantes,
Nas excelsas alturas transcendentes,
Onde vibram os sóis incandescentes,
Asteróides e estrelas fulgurantes.
Intensidade bela de harmonia
Que agora sinto, vejo e que percebo,
Grandiosidades do que não concebo
Nos apogeus das hiperestesias.
E, sobretudo, emanam das esferas
Os equilíbrios das imensidades,
O eterno canto de sublimidades,
Clarões de luzes nas atmosferas...
Sobre todas as coisas assombrosas,
Fluídos e criações de pensamentos,
Todas as maravilhas e portentos,
Há uma luz entre as luzes mais radiosas.
É o clarão poderoso, indestrutível,
Que vem das profundezas do passado
A luz de Deus, à força do incriado
Na exteriorização indescritível.
Fulgurações entre cósmicos flagelos,
Ideações de fúlgidos castelos
Onde mora a beleza indefinível.
Ansiedades trágicas, supremas,
Na formação das grandes nebulosas...
Transubstanciações misteriosas
Gerando os organismos dos sistemas.
Focos de potentíssima atração
As moléculas e átomos dispersos,
Nos elementos de elaboração
De grandiosos e lindos universos.
Luminosas esteiras de cometas,
Formosos em elipses prolongadas,
Graciosas figuras de planetas
Emergindo das cósmicas camadas.
Meteoros celestes, deslumbrantes,
Nas excelsas alturas transcendentes,
Onde vibram os sóis incandescentes,
Asteróides e estrelas fulgurantes.
Intensidade bela de harmonia
Que agora sinto, vejo e que percebo,
Grandiosidades do que não concebo
Nos apogeus das hiperestesias.
E, sobretudo, emanam das esferas
Os equilíbrios das imensidades,
O eterno canto de sublimidades,
Clarões de luzes nas atmosferas...
Sobre todas as coisas assombrosas,
Fluídos e criações de pensamentos,
Todas as maravilhas e portentos,
Há uma luz entre as luzes mais radiosas.
É o clarão poderoso, indestrutível,
Que vem das profundezas do passado
A luz de Deus, à força do incriado
Na exteriorização indescritível.
- Do
livro: Lira Imortal, Médium: Francisco Cândido Xavier
quinta-feira, 23 de julho de 2015
Busque Amor novas artes, novo engenho,
para matar me, e novas esquivanças;
que não pode tirar me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.
Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.
Luís de Camõespara matar me, e novas esquivanças;
que não pode tirar me as esperanças,
que mal me tirará o que eu não tenho.
Olhai de que esperanças me mantenho!
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.
Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê.
Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê.
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Banda do Mar - Pode Ser
Pode ser o seu cabelo
Ou o jeito que você anda
Pode ser o seu apelo
Pelos burros de miranda
Pode ser o sol da tarde
E essas coisas que ele traz
Dada sua intensidade
Ou a calma do meu mundo
Um dia eu vou ficar bem
Só pra te querer mais
Onde quer que eu ande bem
Domingo é pra te dar paz
Pode ser o seu tamanho
Ou o jeito que você erra
No momento em que eu te ganho
Ou no barco que te leva
Pode ser o que você quer
Ou o que eu tenho pra te dar
Uma vida inteira pra viver
Ou um só segundo pra lembrar
Florbela Espanca Florbela de Alma Conceição Espanca nasceu em Vila Viçosa em 1894. Teve dois casamentos infelizes. Nos seus versos notam-se sinais de exaustão, de desilusão e de um processo de depressão. Morreu na noite de 7 de Dezembro de 1930. É considerada a figura feminina mais importante da Literatura Portuguesa.
Fanatismo
Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão de meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!
Tudo no mundo é frágil, tudo passa...
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, vivo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!..."
(Livro de Soror Saudade, 1923)
E que essa insanidade seja infinita,
Nessa metamorfose
profunda e desvairada!
Mas incontestavelmente,
não abro mão
Sem dúvidas, pode
questionar a razão,
Pode entorpecer os
sentidos,
Mas nunca! (Em
hipótese alguma)
Rasgar a pureza do
coração...
Que seja inconstante!
Louca!
Serena e Pungente!
E sempre com pé pra
frente,
Sem vacilar na
mente...
A coragem de toda
gente,
Fazendo o amor
sempre o trilho
Da liberdade!
In "VIDAS AO VENTO" Wilker Santos
“Que essas palavras o
vento leve até você, seja onde estiver. Eu dispenso o meu amor nos impulsos do
que sinto e não naquilo em que vejo... Eu não vi o vento, você também não e
assim como não a vejo mais, motivei minha fé para acreditar em sua presença
perpétua, assim como o ar que não consigo tocar... mas sinto-me tocado”.
In "VIDAS AO VENTO"
Wilker Santos
|Espero infinitamente...
Pela hora de te ver
Eu espero
Pela hora de te ver
Pra te levar pro céu, pro mar
Ou pra qualquer lugar que haverá
Um lindo por do sol
Com tom laranja quase rosa
E que meus dias venham sempre assim
Com teu sorriso branco de marfim
E o perfume tão doce de jasmim
E os teus olhos de mantra.
terça-feira, 21 de julho de 2015
segunda-feira, 20 de julho de 2015
domingo, 19 de julho de 2015
Paulo Coelho
Uma coisa é você achar que está no caminho certo, outra é achar que o seu caminho é o único. Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia.
Paulo Coelho
RECOMEÇAR
RECOMEÇAR
Não importa onde você parou…
em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e
necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…
Chorou muito?
foi limpeza da alma…
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…
Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a
pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…
Olha quanto desafio…quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.
Tá se sentindo sozinho?
besteira…tem tanta gente que você afastou com o
seu “período de isolamento”…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu
para “chegar” perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos
desafios.
Onde você quer chegar? ir alto…sonhe alto… queira o
melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensando assim
trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno…
coisas pequenas teremos…
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente
lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho
de coisas tristes…
fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de
cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora… mas principalmente… esvazie seu coração… fique pronto para a vida… para um novo amor… Lembre-se somos apaixonáveis… somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes… afinal de contas… Nós somos o “Amor”…
” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do
tamanho da minha altura.”
Carlos Drummond de Andrade.
A travessia do tempo
...E passando vai o passado
Passado que é presente.
Do futuro que foi e será infinito...
Passando os olhos pelas estrelas
Lá está o nosso tempo!
sábado, 18 de julho de 2015
Metade / Oswaldo Montenegro
Que a força do medo que tenho
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.
https://www.youtube.com/watch?v=a_Bv6tZuJWI
não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito
não me tape os ouvidos e a boca
porque metade de mim é o que eu grito
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
seja linda ainda que tristeza
que a mulher que amo seja pra sempre amada
mesmo que distante
porque metade de mim é partida
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
apenas respeitadas como a única coisa
que resta a um homem inundado de sentimentos
porque metade de mim é o que ouço
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz que eu mereço
e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada
porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável
que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso
que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito
e que o teu silêncio me fale cada vez mais
porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.
https://www.youtube.com/watch?v=a_Bv6tZuJWI
sexta-feira, 17 de julho de 2015
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