Fiz meu rancho na
montanha
Bem na beira do
riacho
Onde a beleza é
tamanha
E a chuva inventa
barganha
E ganha do sol espaço
E quando chega a
noitinha
O banquinho e o
violão
Juntam-se à alma
minha
Quando a voz se faz
madrinha
No timbre de uma
canção
Na desinência de grau
Da viola mais o ão
Do erudito ao jirau
Sob estrelas faz
sarau
Magistrado violão
O ébano que te apraz
Tem a força da paixão
Na escala em que o
belo jaz
No compasso pertinaz
Faz tremer o coração
E lá na beira da mata
Num viver sem ilusão
Meu fado rola em
cascata
A lua atarraxa a
prata
Nas cordas do violão
(Elair Cabral)

Nenhum comentário:
Postar um comentário